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Preço da gasolina tira "o minuto de paz do brasileiro"

Atualizado: 25 de abr. de 2022

Com a disparada do preços dos combustíveis, motoristas de aplicativos e consumidores se veem em uma situação complicada perdendo até o seu poder de compra. Confira!

Ana Raquel Barreto - 02 de Dezembro de 2021

 

Sendo um dos assuntos mais comentados entre os brasileiros, o aumento no preço dos combustíveis conseguiu impactar não só os motoristas, como, os usuários de transporte privado urbano, aplicativos de corrida, mais conhecidos como, Uber ou 99Pop, que passaram a demonstrar nas simulações valores altos no trajeto entre o cliente e o seu destino final, ou, tarifas que acabam dando lucro nenhum para os motoristas; os consumidores em geral, sejam aqueles que fazem as suas compras mensais ou quinzenais nos mercados ou online, tendo até o valor do frete maior do que o custo do próprio produto; e a lista não para!

Abastecimento no posto de gasolina. (Reprodução/ Internet).

O reajuste dos preços foram anunciadas em outubro deste ano pela Petrobrás, cujo litro da gasolina vendido pela empresa às distribuidoras passou de R$2,98 para R$3,19, o que representou um aumento de 7%. Enquanto no caso do diesel, passou a ser vendido por R$3,34 nas refinarias da Petrobrás, que representa um acréscimo de 9%. A justificativa por parte da instituição para os reajustes, sãode que houve a necessidade para garantir que o mercado "siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento." Na Bahia, os valores da gasolina, por exemplo, podem ser encontradas nos dias atuais no valor de até R$7,299.


Para Allan Santos, ex-motorista de Uber, a disparada de custos foi prejudicial para o seu trabalho. "O combustível subiu, ficou tudo mais difícil porque o lucro que nós tínhamos outrora, nós passamos a não ter. Tem situações, tem corridas, tem horários dependendo da demanda que a Uber cobra de 10% até 25% de cada corrida, deixando um lucro muito baixo para gente. Gasolina alta, tarifa baixa e os motoristas começaram a parar de rodar, eu mesmo fui um dos. Hoje só faço corrida particular, de PF (Corrida por fora do aplicativo).", informou.

 

"Precisamos reorganizar nossa economia e valorizar nossa moeda no mercado internacional... "

Ricardo Xavier. Advogado, sócio fundador do Ricardo Xavier Sociedade de Advogados. Doutorando pela UCSal. Professor da UNEB, UCSal e CEJAS. (@ricardoxavier28)

Segundo Ricardo Xavier, advogado, sócio fundador do Ricardo Xavier Sociedade de Advogados, doutorando pela UCSAL e professor da UNEB, UCSAL e CEJAS, o aumento do preço se dá principalmente pela desvalorização da moeda brasileira no mercado internacional, que causa consequentemente a subida do dólar. "A Petrobrás tem a política de basear o preço do nosso custo na refinaria na cotação do dólar. Desde 2013, com a polarização da política no Brasil, o nosso mercado acabou ficando muito instável. O Brasil se tornou um país instável politicamente e isso acabou refletindo na nossa moeda.", afirmou.


O possível causador para a disparada dos preços da gasolina segundo o entendimento do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), foi o ICMS. Porém, Ricardo afirma que não é bem assim: "O ICMS é tributo que possui alíquota proporcional, ou seja, alíquota em percentual que incide sobre o valor da operação de venda (base de cálculo), que é fixada de acordo com a média de venda do combustível nos postos, através de ato do Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ (Ato CONTEP/PMPF). Ou seja, o valor do ICMS é um percentual sobre o preço de venda do combustível, e se o preço aumenta, o ICMS aumenta, mas se o preço cair, o ICMS também reduzirá.", explica.


Vale citar que, na Bahia, o preço fixado desde 01 de novembro deste ano é de R$6,04 para a gasolina comum e de R$6,95 para a gasolina premium, sendo que o governo do Estado congelou essa base de cálculos por 90 dias.


A questão é: existe alguma solução que possa reduzir o valor dos combustíveis? E a resposta é sim! "Precisamos reorganizar nossa economia e valorizar nossa moeda no mercado internacional. Inclusive, o preço do barril de petróleo caiu no mercado internacional, mas a desvalorização do real não nos permite usufruir de tal queda. Sem reorganizar a economia do país, não vejo horizonte favorável.", afirmou Ricardo Xavier.


Nessa breve entrevista com o advogado e professor Ricardo Xavier feita pela repórter do CJor, Ana Raquel Barreto, é possível entender o porquê que o país do ouro preto não é considerado autossuficiente para abastecer a nível nacional as distribuidoras, se a privatização da Petrobrás influencia de alguma forma no preço, desde quando "tudo" começou a dar errado no nosso mercado e muito mais! Confira a entrevista na íntegra: no vídeo abaixo:







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