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Opinião: Animal ou produto? isso não é bacon, isso é porco!

Atualizado: 24 de abr. de 2022

Eloá Almeida propõe uma reflexão sobre hábitos alimentares e nossa sociedade.


Eloá Almeida - 15 de dezembro de 2021

 

Com o passar dos anos e com a evolução alimentícia, que transformou os hábitos alimentares do homem, nós, seres humanos, sofremos algumas adaptações e acrescentamos alimentos ao nosso cardápio. No processo de evolução, a descoberta do fogo e a caça, foram fundamentais para a construção de uma alimentação tendo a proteína animal como parte principal do prato, em algum momento esquecemos que antes de virar alimento, aquilo era na verdade, um animal.

Reprodução: Polina Tankilevitch no Pexels

O fetichismo da mercadoria, pensamento do filósofo Karl Marx, tem uma linha de raciocínio coerente com o que acontece com nós ao nos depararmos com carnes nos supermercados ou em praças de alimentação. Nessa teoria, Marx explica que os valores atribuídos a certos produtos não condizem com os meios de produção do mesmo. Mas o que isso tem haver com comer carne? É simples, a carne perpassou do objetivo de servir como alimento, para um sentimento de prazer, criando assim, uma necessidade de consumi-la, logo ao nos depararmos com bifes e pedaços de carnes prontos para consumo não nos chocamos, simplesmente apagamos da memória que aquele pedaço de carne era um animal com vida.


Reprodução: Cats Coming no Pexels

O fato é que, fomos ensinados que precisamos de alimentos de origem animal, que a carne é o alimento mais rico em proteína e que o leite é o que mais tem cálcio, e que sem eles sua alimentação não está completa, debilitando assim a sua saúde. No entanto, estudos na Califórnia com pesquisadores da universidade de Loma Linda, comprovam que pessoas que não consomem carne são menos propícias a doenças cancerígenas e em outros estudos também ficou comprovado que pessoas que não consomem alimentos de origem animal vivem mais.


Reprodução: Anna Pou no Pexels

Consumir ou não carne, deve ser uma escolha pessoal, mas precisamos e devemos ter consciência sobre os impactos das nossas escolhas. O vegetarianismo, um regime alimentar onde se presa o não consumo de alimentos de origem animal, levanta questões sobre essa consciência alimentar. Para além da alimentação, temos o veganismo, movimento politico, que além de mover pautas sobre os nossos hábitos alimentares, também colocam em discursão assuntos como consumo e responsabilidade ambiental. A popularização desses movimentos vem acontecendo aqui no Brasil, e eles são de suma importância para um futuro de consumo mais consciente. O veganismo, politizado e associado a discursões sociais, refletiria na construção de uma sociedade que respeita os meios de produção, que tem entendimento sobre os alimentos que chegam até a sua mesa e auxiliaria na construção da alimentação saudável e democrática para a população,

Dentro dos mercados sempre existiram opções de alimentos de origem não animal, mas em sua maioria os industrializados compõem derivados, assim impedido o consumo. Hoje, mais alimentos veganos estão sendo inclusos nas prateleiras e discursões sobre os preços são levantadas. Não consumir alimentos de origem animal não custa caro, mas geralmente os valores dizem o contrario, para manter uma alimentação longe de carnes e derivados você não precisa necessariamente gastar muito, precisa apenas de criatividade e despertar um novo olhar sobre a multiplicidade dos alimentos.



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