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Ser jornalista, viver, escrever e se apaixonar

Atualizado: 24 de abr. de 2022

O fascínio por escrever novas histórias.

Jardel Messias* - 06 de dezembro de 2021

 

O ser jornalista é uma das maiores controvérsias para um jovem vivenciar em reuniões familiares, onde todos estão repletos de expectativas sobre “qual rumo seguir”; “qual área pode dar um maior retorno financeiro”; ou a possibilidade de ser de um concursado, “desfrutando de conforto e estabilidade”. “Você não vai ganhar nada sendo jornalista” ou “Você não vai conseguir muita coisa por aqui”, estão entre grandes frases citadas, as quais qualquer estudante de jornalismo pode já ter escutado, ou até piores, em algum momento da vida. Entretanto, quem cultiva a certeza da paixão pela sua área, acaba sendo nocauteado pelo seu propósito único.

Campus de Pituaçu onde funciona o curso de Jornalismo

As portas do Jornalismo se abriram para mim antes mesmo de ter qualquer ciência e consciência dos seus motivos. Era algo intrínseco, beirando o magnetismo, ao perceber o quanto aquela função estava presente no meu cotidiano. Cresci lendo reportagens e crônicas; assistindo programas, entrevistas e esportes; ouvindo notícias e atualizações dos fatos ao meu redor, ou até mesmo de locais os quais nunca teria ido. Independente da mídia, os jornalistas faziam parte da minha vida. Foi quando percebi que este era o meu propósito.

 

“Eu quero provocar isso na vida de alguém. Quero fazer parte da vida dela e agir em seu favor”.

 

De forma intuitiva, tão logo os anos de colegial tornaram-se uma ferramenta para despertar ainda mais o que eu gostaria de vivenciar. Comecei a escrever histórias de ficção, poesias, até mesmo artigos de esporte ao me envolver mais com o Bahia, meu time de coração. Narrar aquela partida de videogame ou uma corrida de Fórmula 1 era algo intuitivo.

Foto do Instagram @jardelmessias

Anos e graduações se passaram até chegar à maturidade de, enfim, poder fazer o curso que eu amava e escolhi para viver. Onde meu trabalho iria ganhar um novo sentido e todos os sonhos daquele rapaz atrás da televisão e do rádio poderiam se concretizar. Pesquisei as universidades disponíveis, bem como as estruturas disponibilizadas e os valores de mensalidade. Num último suspiro, descobri o curso da UCSal e desde o começo simpatizei com a grade curricular, a estrutura fornecida pela instituição e pelo desafio de estar na primeira turma de Jornalismo da Escola de Comunicação. Poder começar a trilhar um caminho inteiramente novo, acompanhado de colegas sedentos pela mesma ideia e compartilhando do mesmo objetivo de fazer o curso crescer.

Dois rápidos anos depois, vivenciamos diversas histórias e eventos marcantes em nossas carreiras e estudos. Diante desses 60 anos de história da Universidade Católica do Salvador, nossa história ainda é curta e breve, é verdade. Porém garantimos que será uma das histórias mais fascinantes e bem vividas nesses tempos. Embora a pandemia tenha sido um enorme balde de água fria para tantos planos, conseguimos em unidade fortalecer o curso, ainda que à distância, produzindo conteúdos audiovisuais; revistas; elaborando um jornal laboratório; e com tantas possibilidades abertas para um futuro próximo a todos os colegas. Felizmente contamos com um coordenador e um quadro de professores extremamente empenhados em manter as atividades mais qualificadas possíveis e, por consequência, tantos outros colegas estão chegando para agregar ainda mais ao curso e à Universidade.


Atualmente me encontro no quarto semestre e posso dizer: estou onde deveria estar. Vivenciar toda essa jornada tem me permitido escrever uma das minhas melhores histórias e ainda há tanto a contar. Estudar o que deseja, em um país como o nosso, é um dos maiores privilégios existentes. Felizmente, o mundo segue como uma grande fonte, repleto de fatos e histórias esperando ser encontrados, narrados, descritos e compartilhados. Dividir a informação é a nossa essência e a maior vontade. Então, no fundo, não é sobre coisas efêmeras, famas, valores, confortos ou estabilidade. É sobre um propósito constante e, sem dúvidas, não há nada mais fascinante que eu possa viver.


 

*Jardel Messias é colaborador do CJOR, tricolor de aço e aluno pioneiro do curso de jornalismo da UCSAL.

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